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Reciclagem artesanal

Reciclar papel é uma forma de reaproveitar parte das coisas que jogamos fora. Coisas que, com o restante do nosso lixo, acabariam desperdiçadas nos lixões e aterros das cidades

Cerca de 40% do lixo urbano é papel. A reciclagem industrial de papel atualmente recupera 30% dos papéis descartados no Brasil, com grandes vantagens para o ambiente. Cada tonelada de papel reciclada poupa, em média:
- 60 eucaliptos adultos (conforme o processo industrial usado);
- 2,5 barris de petróleo;
- 50% da água usada na fabricação normal (ou 30.000 litros);
- o volume de cerca de 3 metros cúbicos nos lixões e aterros.

A reciclagem do papel também gera menos poluição da água (65%) e do ar (26%) do que a fabricação a partir da celulose virgem (segundo o World Watch Institute).

Esta receita é de reciclagem artesanal de papel. Certamente você não dará conta de transformar todos os papéis que você descarta - caixas, envelopes, jornais, impressos, etc - em papel novo. A reciclagem caseira é educativa e divertida, uma forma de vivenciar o processo. Os papéis que você não reciclar podem ser separados e encaminhados para catadores, sucateiros, entidades assistenciais ou, se existir, para o programa de coleta seletiva de sua cidade.

Etapas da reciclagem
Você vai precisar de:
- papéis usados que você descartaria no lixo, como embrulhos, caixas, folhas, envelopes, revistas, sobras de cartolina, cartões, jornais, etc.;
- um recipiente (como lata de leite, vidro grande, etc) para cada tipo de papel;
- liqüidificador;
- bacia funda;
- peneira plástica de fundo plano (ou tela pregada em moldura de madeira), que caiba na bacia (com certa folga);
- jornais (para secar os papéis) panos velhos.

1 - Pique os papéis, cada tipo ou cor numa vasilha com água. Deixe de molho por 24 horas. (O papel pode ficar de molho por semanas, desde que em recipientes limpos).
2 - Coloque uma xícara deste papel umedecido no liqüidificador, com água até 3/4. A própria "água do molho" pode ser aproveitada. Bata a mistura aos poucos e sinta com a mão até obter a textura desejada.
Batendo pouco, você obterá uma mistura com "pedacinhos" do papel original, às vezes até com letras inteiras.
Quanto mais você bater, mais homogênea ficará a mistura. Mas não bata demais; isso deixa o papel quebradiço, e não mais fino.
3 - Despeje o papel batido na bacia com água até a metade. Agite a mistura com a mão para as partículas de papel não assentarem no fundo.
4 - Mergulhe a peneira pela lateral da bacia até o fundo, subindo-a lentamente, sem incliná-la, "pescando" as partículas em suspensão.
Uma camada de papel se forma sobre a peneira. 
Se desejar um papel mais grosso, adicione papel batido à bacia, agite e peneire novamente.
5 - Passe a mão várias vezes sob a peneira inclinada para escorrer a água.
6 - Coloque a peneira sobre jornal, para secar a superfície inferior. Troque o jornal até que este não fique mais molhado.
7 - Ainda sobre o jornal, cubra a peneira com um pano e aperte como uma massa de torta na forma, para secar a superfície superior da folha.
Use vários panos até que estes não fiquem mais molhados. O papel ainda estará úmido, mas não deverá molhar a mão no toque. 
8 - Vire a peneira sobre jornal seco e dê vários tapas no fundo. A folha deve soltar. Se o papel estiver muito úmido a folha não cai, (daí desvire a peneira e repita a etapa 7).
9 - Coloque a folha entre jornais secos, e deixe-a secar até o dia seguinte.
Pronta, esta folha poderá ser escrita, cortada, dobrada , colada, pintada, datilografada, enfim, usada como papel. 

As sobras de papel picado ou batido podem ser peneiradas, espremidas e guardadas em potes tampados para futura reciclagem, ou descartadas separadamente para coleta seletiva e reciclagem industrial. A água que sobra na bacia pode ser despejada no vaso ou no jardim.

Peguei no Setor Reciclagem, lá tem muito mais, visite!

Decomposição

Tempo de decomposição de alguns resíduos

Decomposição ou mineralização é o processo de transformação da matéria orgânica em minerais, que podem ser assimilados pelas plantas para a produção de matéria viva, fechando assim os ciclos biogeoquímicos.

O tempo de decomposição de um  resíduo varia conforme seu ambiente, por isso o náilon oferece tempos diferentes.

Tenha uma composteira

Como funciona a compostagem?
A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo, a que se chama composto, e que pode ser utilizado como adubo.

O que é uma composteira?
É uma estrutura própria para o depósito e processamento do material orgânico. Geralmente as feitas em locais pequenos possui proteção feita com tijolos. Neste local é colocado o material orgânico e folhas secas, por cima do monte, para evitar o cheiro ruim. Para saber como funciona uma composteira clique no link ao lado!

Qual a vantagem deste processo?
dá-se uma finalidade adequada para mais de 50% do lixo doméstico, ao mesmo tempo em que melhora a estrutura e aduba o solo, gera redução de herbicidas e pesticidas devido a presença de fungicidas naturais e microorganismos, e aumenta a retenção de água pelo solo.


Aprenda a fazer sua composteira

Dá para transformar lixo em energia!

Se separarmos direitinho o lixo que tem bom potencial energético, os dejetos de uma cidade como São Paulo seriam suficientes para gerar energia para 400 mil casas! O principal segredo é tascar fogo no lixo – afinal, o calor das chamas também é uma forma de energia. Se o fogaréu for bem aproveitado em um processo controlado, a energia calorífica pode ser usada para produzir eletricidade, por exemplo. Tudo isso acontece em incineradores que utilizam o mesmo princípio de funcionamento de uma usina termelétrica, queimando um combustível fóssil para gerar energia. No nosso exemplo, a diferença é que o combustível queimado não é carvão, nem óleo, nem gás. É lixo. Até agora, essa tecnologia não aportou no Brasil. O país até tem incineradores, mas eles servem apenas para se livrar da sujeira – nenhum deles é adaptado para produzir energia. Por aqui, falta dinheiro para bancar o alto custo de uma instalação desse porte e vontade política para enfrentar as pressões dos grandes grupos de limpeza urbana, que muitas vezes gerenciam o lixo desde a varrição até o depósito final. "No Brasil, 99% dos dejetos seguem para aterros sanitários, sem gerar energia ou passar por qualquer reciclagem. Nas grandes cidades, a escassez de áreas para novos aterros se tornou um problema administrativo para as prefeituras", afirma o biólogo Hamilton João Targa, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de São Paulo. Mas, mesmo nos aterros, daria para aproveitar pelo menos uma parcela do potencial energético do lixo. Bastaria pegar o metano gerado pelo processo de decomposição do lixo orgânico, encanar o gás e abastecer casas e indústrias, por exemplo. Há mais de 50 anos, os chineses empregam esse método utilizando biodigestores, equipamentos que fermentam controladamente o lixo orgânico. No Brasil, até esse tipo de iniciativa é raridade.

No japão, 62% do lixo vira energia.

Na suiça, 59%, na frança, 37%

No brasil? zero.

Queimar resíduos é a forma mais simples de aproveitar o potencial energético dos dejetos
 1. O lixo que sai de nossas casas é uma mistura de três tipos de sujeira: materiais recicláveis (como vidro, papel e alumínio), o chamado lixo "verde" (composto de folhas e galhos de árvores) e o lixo orgânico, que mistura restos de comida e materiais como papel higiênico e fraldas usadas. O primeiro passo para aproveitar os dejetos urbanos é separar os resíduos nessas três categorias, por meio de uma coleta seletiva
 2A. O lixo reciclável segue para usinas de reciclagem, onde vai dar origem a novos produtos feitos do mesmo material. A vantagem é que a reciclagem consome menos energia que a fabricação tradicional. É mais econômico produzir uma lata de refrigerante com alumínio reciclado que com alumínio "novo", por exemplo
 2B. Tradicionalmente tido como imprestável, o lixo orgânico possui bastante água e elementos combustíveis, como carbono e oxigênio. Graças a essa composição, ele consegue gerar muito calor se for submetido a altas temperaturas. Para que isso aconteça, a sujeira vai para um incinerador
 2C. Recolhido na varrição das ruas e dos quintais das casas, o lixo verde passa pela compostagem, um processo de decomposição de matéria orgânica por bactérias que gera adubo como produto final. Também dá para usar outros tipos de lixo orgânico, mas a adoção apenas de restos vegetais melhora a qualidade e o preço final do adubo
 3. Dentro do incinerador, o lixo orgânico é aquecido a 1 100 ºC. As altíssimas temperaturas matam as bactérias da sujeira e fazem com que o lixo entre em combustão, liberando ainda mais calor. O fogaréu da queima vai aquecer as chamadas serpentinas, tubulações cheias de água que ficam em volta do incinerador
 4A. Na serpentina, a água aquecida se transforma em vapor d’água, que segue para um compartimento onde está uma turbina. Por ocupar mais espaço que a água líquida e por estar submetido a uma grande pressão, o vapor faz as pás da turbinas girarem rapidamente
 4B. Além do calor que aquece a água, a queima do lixo gera fuligem e gases tóxicos que podem causar problemas de saúde. Por isso, antes de ser liberada para a atmosfera, essa mistura perigosa atravessa filtros e depuradores, que retêm as substâncias nocivas ao ambiente
 5A. Depois de passar por um conversor, a energia do movimento da turbina é transformada em eletricidade e distribuída pela rede elétrica. Nos Estados Unidos, uma usina que processa 1 500 toneladas de lixo por dia — 10% do total produzido na cidade de São Paulo — gera 55 megawatts de energia, o suficiente para abastecer até 40 mil casas
 5B. O final da queima ainda apresenta um último resíduo: cerca de 10% do lixo incinerado permanece em estado sólido, na forma de cinzas. Se o material tiver substâncias tóxicas, ele precisa ser descartado em aterros que impeçam a contaminação do ambiente. Mas, se ele não for perigoso, as cinzas podem ser usadas como substituto da terra na compactação do piso de ruas e estradas que vão receber asfalto.

Cores do lixo reciclável



Castanho: resíduos orgânicos 
Preto:madeira
Cinza: resíduo geralmente não reciclável, misturado ou contaminado, não sendo possível de separação. 
Verde: vidro 
Azul: papel/papelão
Laranja: resíduos perigosos
Vermelho: plástico
Roxo: resíduos radioativos
Amarelo: metal
Branco: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde 

Fonte: Wikipédia

O que são Resíduos Sólidos Urbanos?

Resíduos Sólidos Urbanos segundo o Wikipédia são, vulgarmente, chamados de "lixo". Ou seja, aquilo que eu, tu, ele, nós, vós, eles, fulano, ciclano, deltrano, Mariazinha e Joãozinho consomem e jogam fora. Eu vou lá e compro uma lata de Nescau, com aquela embalagem cheia da manha, linda e maravilhosa que a Nestle provavelmente gastou uma fortuna $$$ pra fazer, por causa do consumismo alheio e consumo todo o conteúdo. Aí eu jogo  fora, ora bolas. A lata, portanto, vira lixo. Nem todos reciclam, então essa lata terá de passar por uma coleta, na qual nem todas cidades tem. Se você reciclar, melhor, poupa tempo, dinheiro e o lixo  estará limpo para ser reutilizado pelas fábricas para virar embalagem novamente e ser comprado por mim. De novo. A maioria do nosso lixo pode ser reaproveitado, basta ser  reciclado. O que não pode, vai para o aterro sanitário.